Olho as imagens que vou fixando nos meus passeios pelas montanhas que a rodeiam e guardam como uma preciosidade...
MANTEIGAS, CORAÇÃO DA SERRA DA ESTRELA
em memória de meus pais que me fizeram nascer numa terra tão bonita
em memória de meus pais que me fizeram nascer numa terra tão bonita
segunda-feira, 24 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
UM VALE MARAVILHOSO
De um pequeno núcleo populacional na margem esquerda do Rio Zêzere, Manteigas cresceu, espraiou-se pelo vale e tem, hoje, o aspecto que a imagem mostra.
sexta-feira, 7 de março de 2014
DEPOIS DO INVERNO, A PRIMAVERA
Seja Verão ou seja Inverno, Primavera ou Outono, Manteigas e a sua Serra mostram-nos, sempre, imagens de rara beleza.
Caminhando por aqui e por ali, há sempre uma imagem diferente para reter, uma fotografia nova para fazer, uma outra beleza para apreciar...
Caminhando por aqui e por ali, há sempre uma imagem diferente para reter, uma fotografia nova para fazer, uma outra beleza para apreciar...
domingo, 27 de outubro de 2013
NASCENTES DOS DOIS MAIORES RIOS TOTALMENTE PORTUGUESES
O Mondêgo e o Zêzere são os dois maiores rios portugueses com a totalidade do seu percurso em território nacional. São, também, os dois maiores rios nascidos na Serra da Estrela.
1.RIO MONDEGO
O maior rio totalmente
português nasce na Serra da Estrela, próximo das Penhas Douradas, junta à
estrada que liga a Gouveia.
Um pequeno nascente, à
altitude de 1450m, conhecido por “Mondeguinho” é o começo de um rio que, depois
de percorrer cerca de 220 km, vai desaguar no Oceano Atlântico, junto à cidade
da Figueira da Foz.
No seu percurso recebe as
contribuições de vários afluentes, entre os quais os rios Alva, Ceira, Arunca e
o famoso Dão.
Tem uma bacia higrográfica
com uma extensão de cerca de 6670 km2 e um volume médio anual escoado de quase
3500 hm3, resultante de caudais bastante variáveis entre secas e cheias bastante
acentuadas.
Logo a jusante da
confluência do Dão, a Barragem da Agueira é o maior aproveitamento
hidroeléctrico do Mondêgo.
Entre Coimbra e a Figueira
da Foz, o rio espraia-se pelos campos do baixo Mondêgo, uma das zonas agrícolas
mais importantes de todo o país.
2. RIO ZÊZERE
Nasce na base do Cântaro
Magro, na Serra da Estrela e a mais de 1800m de altitude, num nascente, alimentado pelas infiltrações em zonas mais altas, como a Nave de Sto
António. Tem o seu primeiro troço
no Covão Cimeiro, seguindo, depois, ao longo do paradisíaco Covão da Ametade, continuando, depois ainda, pelo famoso e
inigualável Vale Glaciar, ao longo de cerca de 13 km, até encontrar Manteigas
que fica na sua margem esquerda.
Ali começa o desvio que lhe vai dar a orientação dominante final, Nordeste-Sudoeste, até encontrar o Tejo em Constância.
Ali começa o desvio que lhe vai dar a orientação dominante final, Nordeste-Sudoeste, até encontrar o Tejo em Constância.
O rio Zêzere tem numerosos
pequenos afluentes, o mais importante dos quais é o rio Nabão que banha a
cidade de Tomar.
A sua bacia Hidrográfica tem
cerca de 5040 km2 e o seu caudal instantâneo chega atingir 10.000m3/s.
Neste rio de grande valor
hidrodinâmico, existem três grandes aproveitamentos hidroeléctricos, Bouçã,
Cabril e Castelo de Bode, que produzem anualmente 700 milhões de kWh.
domingo, 20 de outubro de 2013
DE VEZ EM QUANDO...
De vez em quando, gosto de passar algum tempo a rever o que contêm os cartões digitais onde acumulo os milhares de fotografias que já fiz, na esperança de encontrar "aquela" que gostaria de eleger como a minha "obra de arte". Ainda a não encontrei mas, uma vez por outra, encontro uma que prende mais a minha atenção.
Desta vez foi esta...
sábado, 19 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
DESCENDO O VALE
Não raramente, quando me
desloco à minha terra, abandono a monotonia apressada que me trás desde Lisboa
para, a partir da Covilhã, subir a Serra e, lá no alto, enfrentar a grandiosidade
dos Cântaros, sentir o aconchego do Covão da Ametade e espraiar o olhar nas
amplas formas suaves do Vale Glaciar do Zêzere. Depois, percorro,
tranquilamente, aquela estrada estreita que me leva até Manteigas. Parece quase
uma recta quando vista lá do alto. Mas são dezenas as curvas que faz, cujo mérito
único está na variedade de paisagens que, uma após outra, se revelam a cada
pequena mudança de direcção.
Enquanto vou por ali,
gosto de pensar em como este vale se formou, como um glaciar, na sua
deslocação, milhares de anos atrás, o recortou e lhe deu o perfil de um U quase perfeito ao longo de milhares
de metros que, no fim, se espraia numa depressão mais alargada onde se situa a
Terra onde nasci.
Por vezes, tento imaginar
como tudo aquilo me pareceria se pudesse vê-lo outros tantos milhares de anos
depois. Talvez um outro glaciar o preencha ou uma selva densa o disfarce… Mas que
sei eu do que possa acontecer daqui a tanto tempo se tudo fica diferente tão
depressa, como a minha já longa vida me permite comprovar?
E, depois do sonho que uma
viagem sossegada torna longo, volto à realidade que me deixa olhar o que a
Natureza agora me revela e a vida ainda me permite apreciar.
Até àquela visão tão esperada
da Terra que vou visitar.
domingo, 15 de setembro de 2013
SANTA EUFÉMiA, SAMEIRO
Hoje, dia 15 de Setembro,
os habitantes da bela e pacata Sameiro, acompanharão Santa Eufémia numa
procissão através da Aldeia, prestando homenagem à virgem e mártir que deu a sua
vida em defesa daquilo em que acreditava, mostrando a força que hoje nos falta
para superar os perigos enormes que nos afrontam.
A palma na sua mão direita
é o símbolo do martírio que a sua fé, que o livro na sua mão esquerda
simboliza, lhe valeu.
Quantas vezes, ainda bem
pequeno, vi passar aquela procissão do quintal do Padre Zacarias, o vigário de
Sameiro e enorme entusiasta desta festa que é a maior das que por ali se fazem.
Lembro-me dos que ali estavam
comigo nesses tempos, todos já esperando por mim na Eternidade, mas cuja memória para sempre ficou em mim bem viva, tal como a de uma festa bonita a uma Santa
milagreira a quem, tantas vezes, pedi que me concedesse o que, os meus sonhos de então, me
faziam parecer as mais importantes.
Quase sempre que por ali passo
vou àquela capelinha reiterar promessas que então lhe fiz e agradecer por me não
ter desamparado.
Ali se venera, também, S Nuno Álvares Pereira, o grande herói português de Aljubarrota.
Quantas vezes, de mão dada com a minha avó Graça, percorri aqueles poucos quilómetros que separam Manteigas de Sameiro, para participar nesta festa da qual sinto saudades.
Quantas vezes, de mão dada com a minha avó Graça, percorri aqueles poucos quilómetros que separam Manteigas de Sameiro, para participar nesta festa da qual sinto saudades.
sábado, 14 de setembro de 2013
DO ALTO DA TORRE
Ali...
Perante a grandeza que me faz pequeno,
Perante a grandeza que me faz pequeno,
Mingua meu corpo até um grão de areia,
Gigante me sinto, tranquilo,
sereno,
Olhando do alto o
que me rodeia!
(Torre,
Agosto de 2013)
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
ESPREITANDO...
Sempre que vou a Manteigas, não resisto a andar por aqui e por ali, espreitando e fotografando a Vila que sempre me revela imagens que me parece não ter visto ainda antes.
Assim vou fixando as imagens que olho quando sinto a saudade da terra onde nasci e de tanta coisa muito querida que, para sempre, ali tenho.
E, pensando em outros manteiguenses que, lá longe, por certo sentem as mesmas saudades que eu sinto, aqui as coloco para que possam olhá-las também.
Olhando para este Vale agora quase cheio de casas, recordo a Terra pequenina que Manteigas era quando, pela primeira vez, há mais de setenta anos, dela me dei conta.
A BELEZA DE UM QUADRO
Como num quadro de Maluda, os encarnados dos telhados e
os brancos das paredes entrelaçam-se numa geometria harmoniosa que capta o
nosso olhar vezes sem conta, como num encantamento prolongado que nos faz sentir
muito prazer.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










