MANTEIGAS, CORAÇÃO DA SERRA DA ESTRELA
em memória de meus pais que me fizeram nascer numa terra tão bonita

terça-feira, 15 de maio de 2012

AS PEDRAS DA SERRA



Ao olhar uma montanha, podemos apreciar a sua imponência, a sua forma, os seus recortes, as árvores que revestem as suas encostas ou, porque não também, das pedras que as enformam, aquelas que a erosão pôs a nu!
Quem ainda não olhou um céu nublado, onde nuvens que o sol torna brilhantes e o vento faz mover assumem formas estranhas que, tantas vezes, nos sugerem as mais diversas imagens? As pedras da serra sempre me despertaram as mesmas sensações, de formas escondidas que, olhando bem, é preciso descobrir. Por vezes parecem ter sido esculpidas por alguém caprichoso que ali as deixou para nós as encontrarmos. Como se uma mensagem nos quisessem transmitir…
Mas, tal como nas nuvens do Céu ou nos mistérios da Vida, nem todos vemos nelas as mesmas coisas…










segunda-feira, 14 de maio de 2012

O RENASCER DO VERDE!


Depois de um Outono que lhes “pintou” as folhas com cores mais quentes e mais garridas e passado um Inverno que deixou nus os seus ramos, as árvores da Serra voltam a vestir-se de verde, de vários tons, do mais escuro aos mais abertos que marcam bem este tempo de Primavera.
As pobres árvores ainda não se deram bem conta das mudanças estranhas que estão a acontecer por conta das alterações climáticas que a nossa falta de bom senso tem acelerado e, por isso, ainda respeitam os ciclos tradicionais que, sabe-se lá, um dia terão de alterar…
As encostas das montanhas desta Serra única são um mostruário destes caprichos da Natureza que faz delas a tela em que pinta maravilhosos quadros que vale sempre a pena apreciar, porque a  Serra da Estrela é sempre majestosa, sempre bela, sejam quais forem as cores com que se enfeita.









CONCERTO DA PRIMAVERA


Há muito tempo que oiço a música nova, desde os tempos do “mestre” Senhor Porfírio.

Recordo alguns excelentes intérpretes que a banda foi tendo, no trombone, na requinta, no cornetim…

Mas esta vida louca que levamos afasta-nos, muitas vezes, daquilo de que gostamos. Já não me lembro bem da última vez que tinha ouvido um concerto da Música Nova! Mas devo confessar que o tempo só fez bem a esta banda que, a passos largos, se aproxima da vetusta idade de um século e meio de existência!

Acredito que esta Filarmónica emparceira com as melhores do país e que os seus solistas são, verdadeiramente, virtuosos! As nossas bandas também são Manteigas. Por isso cabem aqui nas imagens da minha Terra.

(na minha página do Face Book coloquei um pequeno vídeo pelo qual se pode ter uma pálida noção da qualidade da interpretação)





 

domingo, 13 de maio de 2012

DECISÃO!

Há momentos na vida em que não se pode hesitar. Aqui eu nem penso duas vezes. Viro à direita!



MUITO OBRIGADO AOS MEUS AMIGOS

Depois do muito trabalho que me deu, a mostra de fotografias "de ontem e de hoje" abriu mesmo no dia e na hora previstos.
Espero que os objectivos que me levaram a esta iniciativa sejam alcançados e a contemplação das imagens dê prazer aos meus conterrâneos.
Aos que se dignaram acompanhar-me na inauguração, o meu MUITO OBRIGADO.


terça-feira, 8 de maio de 2012

TODOS PODERÃO DEIXAR O SEU COMENTÁRIO OU A CONTRIBUIÇÃO DAS SUAS MEMÓRIAS

Na exposição estará disponível um livro onde cada visitante poderá deixar escritos os seus comentários, sejam críticas à própria exposição, ás fotografias que contemplou ou, se lhe for possível, deixar ali indicações que possam enriquecer a história de Manteigas das quais as fotografias fazem parte!
As fotografias antigas esrarão numeradas para que se torne fácil fazer-se-lhe referência.
A todos ficarei muito grato pela sua contribuição.
Rui de Carvalho


domingo, 6 de maio de 2012

AGORA SÓ ME RESTA MONTAR A EXPOSIÇÃO

Não foi fácil decidir quais fotografias ficariam de fora. Mesmo assim até serão demais as que vou mostrar. Foi mais um critério de oportunidade do que de gosto o que ditou as últimas escolhas. Muitas ficaram de fora. Mas, aos poucos, as iditarei aqui onde continuo a esperar os meus amigos.
Nas Caldas de Manteigas situa-se a primeira ponte que atravessa o Rio Zêzere.
Descobri que antes daquela ponte de betão que sempre ali conheci tinha havido outra. Não consigo ver de que material seria feito o seu tabuleiro, mas tinha pilares de alvenaria no leito do Rio, os quais, quando o caudal sólido pode ter as dimensões dos pedregulhos que por ali podem rolar... não garantem muita segurança.
Já não tenho a minha avó para me recordar pormenores de factos dos quais pouco me lembro. Mas ela falava-me de cheias que surgiam sem se anunciar (aquelas a que agora se chamam de repentinas), como é próprio de bacias hidrográficas com as características das do Zézere em Manteigas. Mas ficou-me na ideia um dito antigo: "aos fortes é que leva o rio..."
Deixo aqui bem expressa a importância do trabalho do meu sobrinho Miguel na procura de fotografias, entre as muitas e muitas centenas que o meu pai deixou.

A ponte actual:
 A ponte antiga:

sábado, 5 de maio de 2012

COMO ME SINTO PEQUENINO NESTA SERRA ENORME...

A vista do Vale Glaciar do Zêzere a partir do Poio do Judeu é, verdadeiramente, maravilhosa. Nunca entenderei como este Vale que é o mais extenso vale glaciar da Europa e o mais belo de todos, não é a MARAVILHA DE PORTUGAL que interesses inconfessados atribuiram a outro local.
Ali, debaixo daquele pedregulho enorme que o glaciar, na deslocação que moldou o Vale, ali deixou, senti-me muito pequenino. Já lá vão cerca de 60 anos desde que a fotografia foi tirada e alguns milhões desde que a pedra ali está!
Na segunda fotografia o "figurante" não sou eu. Mas mostra a maravilha grandiosa de que falei!
(fotografias de Miguel Esteves G de Carvalho)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

MIGUEL ESTEVES GASPAR DE CARVALHO

Nasceu em Manteigas a 18 de Junho de 1906, membro de uma família numerosa que, pelas suas iniciativas, ajudou a marcar uma época.
Um de nove irmãos, emigrou muito novo para Angola onde razões de saúde o não deixaram permanecer por muito tempo. Regressou à sua Terra Natal onde casou e se estabeleceu.
Para além da sua actividade comercial, tinha “amores” que o levaram a tomar iniciativas próprias ou a participar em outras como, por exemplo, o folclore regional do qual, juntamente com seu irmão António, foi impulsionador, criando um grupo de cantares e danças que se exibiu ao longo de vários anos. Dedicou-se, também, à exibição de filmes e à organização de peças de teatro do tipo revisteiro, um estilo que fez carreira em Manteigas durante muito tempo. Mas o seu passatempo preferido foi, sem dúvida, a fotografia, na qual tinha como “modelos” preferidos Manteigas e a Serra da Estrela!
As suas fotografias correram mundo sob a forma de postais ilustrados em que os visitantes enviavam notícias aos seus amigos ou levavam consigo para recordar a terra linda que tinham visitado ou onde haviam passado as suas férias.
Foi, a todos os títulos, um divulgador entusiasta deste Coração da Serra da Estrela que para ele, como para todos os manteiguenses, será sempre um amor inesquecível.
Em 1954, no II Concurso Regional de Arte Fotográfica que teve lugar em Gouveia, o único em que participou, foi distinguido com uma medalha de ouro (1º lugar), uma medalha de prata (2º lugar) e sete menções honrosas.
Faleceu em 1975, deixando um vasto espólio fotográfico do qual uma pequena parte se exibe nesta exposição que é uma homenagem a Manteigas e ao manteiguense que, com as suas fotografias, tão conhecida tornou a sua Terra.
Rui de Carvalho
Maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MANTEIGAS DE ONTEM E DE HOJE

A Câmara Municipal de Manteigas preparou este cartaz excelente que tenho a ousadia de antecipar, com profundos agradecimentos.
Não está a ser fácil fazer a seleção das fotografias a apresentar e algumas terão de ficar de fora.
O objectivo é dar a conhecer como era Manteigas a tantos manteiguenses que antes a não conheceram e, nos de então, despertar recordações e sentimentos que são a alma das fotografias antigas que vou apresentar. É um legado de meu pai que a família, de todo, não poderia guardar só para si.
Não se trata de uma exposição fotográfica vulgar em que a arte é o motivo essencial. Porém, sem deixar de reconhecer a qualidade artística que as fotografias apresentadas possam ter, haverá que ter em conta a idade de muitas delas cuja recuperação não foi fácil nem possível até ao ponto desejado. O mais importante desta mostra é o valor de imagens de um passado do qual não existem muitos registos gráficos.  

domingo, 22 de abril de 2012

AS CALDAS TAMBÉM MUDARAM!

Manteigas sofreu enormes modificações físicas ao longo do tempo. Algumas das que aconteceram serão o tema da exposição que poderão visitar entre 12 e 26 de Maio próximo. Muitos jovens manteiguenses nem imaginarão como foi antes a sua Terra.
Vejam por exemplo, como as Caldas se modificaram. Como eram há 70 anos e como são agora!


quarta-feira, 18 de abril de 2012

TELHADOS DE NEVE

Antigamente era assim, a neve visitava muitas vezes a Vila no Inverno e, não raramente, atingia umas dezenas de centímetros de altura. Todos sabíamos que ia nevar quando aquele frio especial aparecia...E não me digam que os lobos não desciam ao povoado porque eu bem os vi quintal da casa dos meus pais, tentando assaltar o galinheiro.
Depois a neve esqueceu-se da Vila e hoje apenas existem recordações em alguns mais idosos.
Eram quadros de rara beleza os que a neve pintava nos telhados, nas árvores, nos fios da electricidade e dos telefones que cruzavam o "céu da Vila".
Na exposição que estou a organizar haverá várias fotografias para recordar esse tempo...

domingo, 8 de abril de 2012

RECORDAÇÕES

Era na Praça que as coisas mais importantes aconteciam. Aqui foi, naquele edifício em cantaria de granito, junto à Igreja da Misericórdia, o primeiro hospital de Manteigas, depois o Registo Civil no primeiro andar e a barbearida do Sr Alfredo na loja. Era ali a Câmara Municipal, a Padaria do Simão, a Esquadra da GNR, os Correios...
Ali se fazia o mercado, também, se exibiam filmes na sala de cinema da Casa do Povo...

sábado, 7 de abril de 2012

NEVOU NA SERRA DA ESTRELA


Ontem nevou na minha terra... Lá no alto das enormes montanhas que a envolvem, porque imagens como esta que mostro e foi tirada há mais de meio século não voltaram a ser vistas desde há muitas dezenas de anos. Era ali que a pequenada se divertia em estridentes batalhas de neve. Era ali, naquela paisagem bonita, que se descansava o olhar massacrado pela dureza da vida!

MANTEIGAS EM IMAGENS, DE ONTEM E DE HOJE

Uma exposição que terá por título “Manteigas em imagens, de ontem e de hoje”, estará patente a todos os que a desejem visitar, no Salão de Exposições do Centro Cívico, entre os dias 12 e 26 de Maio próximo. A Câmara Municipal de Manteigas disponibilizou aquele espaço magnífico e, por isso, lhe estou muito grato.
Esta exposição será uma dupla homenagem a meu Pai, Miguel Esteves Gaspar de Carvalho, e à minha Terra, dois amores que são eternos. Miguel Esteves deixou um espólio muito rico em fotografias da Serra e de Manteigas, algumas com mais de 80 anos, do qual uma pequena parte será a essência desta mostra que a muita gente despertará saudades.
Fotografias atuais, feitas por mim, não serão mais do que a referência actual da história que as velhas fotografias contam e que seria pecaminoso perder. Porém, elas não são a história toda. Por isso, espero que a Exposição seja, também, um ponto de encontro das contribuições que cada um queira dar para a enriquecer e, assim, permitir reconstituir melhor a história do quase último século de uma Terra ímpar e maravilhosa.
Nem em todas as fotografias antigas foi possível recuperar a qualidade que já tiveram, porque o tempo não perdoa.
Para mim, é um trabalho que, embora difícil, vale a pena e ao qual espero que corresponda o prazer que possa dar pelas recordações que fizer reviver.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

NA INAUGURAÇÃO DO BAIRRO DO OUTEIRO

Esta fotografia foi tirada na inauguração do já inexistente Bairro do Outeiro. Será que alguém se reconhece aqui?

quinta-feira, 5 de abril de 2012

QUANTAS SAUDADES!

A quando da passagem de Nossa Senhora de Fátima Peregrina por Manteigas.
Muita gente vai reconhecer alguém... Quantas saudades!